quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Homossexualidade na Antiguidade


A homossexualidade é um assunto bastante atual, o que nos leva a refletir sobre as representações sociais que envolvem esse tema, com isso nos deparamos com discriminações e preconceitos derivados de uma construção histórica e passado religioso e científico, visto que a homossexualidade era considerada algo patológico, não-natural onde muitas vezes pensou-se que a orientação sexual fosse uma doença que poderia ser transmitida. Sempre foi atribuído para o homem para o homem e a mulher papéis pré-estabelecidos e diferentes, legitimados por preceitos sociais e religiosos, onde a virilidade masculina se contrapõe com a "fragilidade" e sensibilidade feminina. Esse pensamento torna-se mais visível na religião onde atribui-se ações a cada sexo e por isso repugna-se a prática homo afetiva, sem contar com o fato de que a homossexualidade era visto como uma promiscuidade em tempos mais remotos da civilização, pois a mulheres serviam apenas para a procriação, enquanto o prazer erótico era encontrado exclusivamente em atos homossexuais entre homens, a tendência homoerótica era comum na Grécia Antiga.


A forma mais comum de relações homossexuais entre homens na Grécia Antiga era a "paiderastia" ("amor de/por garotos"). Onde um homem mais velho se relacionava com um adolescente - erastes e erômenos - com a função de educar, proteger, amar e agir como um exemplo para o seu amado. Existiam complexos protocolos sociais que protegiam esses jovens da vergonha associada com o ato de ser penetrado sexualmente.



O aspecto moral da pederastia foi investigado com atenção pelos próprios gregos antigos, e enquanto algumas de suas características foram consideradas vis, outras foram consideradas como o melhor que a vida pode oferecer. Nas Leis de Platão, a pederastia carnal é descrita como "contrária à natureza", e o autor chega mesmo a sugerir que se uma lei proibindo tal comportamento fosse proposta, seria popular entre as cidades-Estado gregas - e que "provavelmente tal lei seria aprovada como correta."



Ele afirma categoricamente nessas Leis:


“... o homem não tocará outro homem para este propósito, já que isso é não-natural...”

E outra vez, no mesmo trabalho, nos diz que:

“quando o homem se une à mulher para procriação, o prazer experimentado se deve à natureza (kata physin), mas é contrário à natureza (para physin) quando o homem se une ao homem, ou a mulher à mulher, e aqueles culpados de tais perversidades são impelidos por sua escravidão ao prazer, tanto que ninguém deve se aventurar a tocar qualquer um dos nobres ou cidadãos livres salvo sua própria esposa casada, nem semear qualquer semente profana e bastarda na fornicação, ou qualquer semente não-natural e estéril na sodomia – ou então nós deveremos inteiramente abolir o amor por homens”.

Platão fala sobre como os homossexuais devem se preocupar em serem descobertos:

“... vocês têm medo da opinião pública, e temem que as pessoas descubram seus casos amorosos e vocês sejam desgraçados”(Fedro, 231 e.)

O assunto ainda é muito discutido entre historiadores, quando muitos ainda afirmam que a teoria de Walter Pater (de que não havia distinções na mentalidade dos antigos gregos de amor platônico e amor carnal) era um equívoco.

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade_na_Gr%C3%A9cia_Antiga
http://roberto-cavalcanti.blogspot.com.br/2007/05/o-mito-do-homossexualismo-na-grcia.html

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