segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A filosofia no futebol

É interessante a evolução que o futebol teve ao longo do tempo. Após se profissionalizar, o futebol perdeu um pouco da sua essência, que possuía  nos tempos de amadorismo.  Ademais, sendo um simples jogo no seu início, tem em sim mesmo uma finalidade artística, ou seja, sua performance é o seu próprio fim. Como disso o filósofo Bernard Suits, jogar um por vontade própria é uma ‘’ tentativa voluntária de superar obstáculos desnecessários’’. Talvez o homem opte por jogá-lo devido às emoções e sentimentos tão diversos e tão intensos que são despertados dentro de cada um. E o futebol, diferente  de outros esportes, é o que possui uma linguagem mais universal e mais livre. São jogadores com funções  diferentes  dentro de campo vestindo camisas  diferente,  jogando uma partida que poderá sempre ser mudada no último minuto, protagonizando um momento eterno que ficará na memória de milhões de pessoas por longas décadas.
A evolução deste jogo ao patamar do esporte profissional, é possível dizer que essa profissionalização tirou um elemento lúdico do futebol, que sendo um jogo, era praticado com o próprio espírito de jogo, como diria o filósofo holandês Johan Huizinga. Este espírito do jogo seria o verdadeiro princípio criador da humanidade, na análise de Edsion Luis Gastaldo. Assim, o espírito do jogo não estaria só presente nos jogos, mais sim, em todos os fatores de suma importância de toda e qualquer sociedade ao longo da história.
O envolvimento  da televisão, do marketing, das federações privadas e do próprio mercado influencia o modo como se é administrado e jogado o futebol atualmente. A contradição entre seriedade e brincadeira se encaixa com o paradoxo entre jogar pelo resultado e jogar bonito. À primeira vista, trata-se de  perguntas bem definidas onde cada um tomará partido por preferência própria. Mas o futebol, em sua essência, é um jogo. E por ser um jogo, possui finalidade em sua própria performance, sem querer ser repetitivo.
A seriedade ou a brincadeira não fazem uma equipe campeã. Mas entre um e entre outro, devemos sempre escolher  a brincadeira, pois o futebol é um jogo que tem seu fim em si mesmo. Um jogo que se tornou uma profissão, e não o contrário. Pensando bem, até se fosse o contrário, uma profissão que se enxerga como muito séria poderá matar a arte que é inerente à toda criação humana. A que se leva pouco a sério poderá matar a responsabilidade. Ambos importantes ao se viver em sociedade.

O futebol tornou-se um negócio gigantesco e , hoje, jogadores que surgem bem novos já possuem a responsabilidade de sustentar uma família ou conseguir um salário para se alimentar. É hora, portanto, de enxergar no futebol o seu poder  transformador em uma sociedade cada vez mais globalizada. Se há um ponto positivo desta transformação do futebol ao longo da história é o de que, sendo institucionalizado o esporte torna-se uma alternativa sensata de realização  humana.

domingo, 24 de novembro de 2013

Diversidade social : Consumismo crise de identidades







“Quanto mais intensa é a preocupação do indivíduo com o poder sobre as coisas, mais as coisas o dominarão mais lhe faltarão os traços individuais genuínos” Max Horkheimer (1885-1973).
É partindo do pensamento do filósofo alemão Max Horkheimer para uma analise da sociedade contemporânea e a pratica consumista visto, que o consumo invade diversas esferas da vida social, econômica, cultural e política  passando a ser considerada como um dever do cidadão.
 Definindo o termo consumir ao ato de utilizar, gastar, dar fim a algo, para alcançar determinado objetivo nos mostra, que o ser humano necessita de objetos exteriores para a sua sobrevivência realização. Porém, a sociedade encontra-se em um paradoxo em relação ao ato de consumir, visto que, isso tem sido executado de forma exagerada e alienada, promovendo o consumismo, a cultura do consumo.
 O consumismo e a cultura do consumo é resultado da compulsão que leva o indivíduo a comprar de forma ilimitada e sem necessidades  bens, mercadorias ou serviços . Portanto, a influências da mídia, as propagandas ,anúncios , TV revistas entre outros  compõem o marco de toda essa proliferação consumista , salientando que é inerente ao sistema capitalista já que , ele induz as pessoas a sentirem uma falsa necessidade de consumo desenfreado e  a terem uma “cultura” padronizada pois, estar dominado pelas preocupações de ordem material  e os seus apelos interferem na vida da sociedade por isso, muitas vezes a sociedade contemporânea é considerada como a “sociedade de consumo”.
 Marx dizia que, no sistema de propriedade privadas, "cada novo produto é uma nova potencialidade de mútua fraude e roubo. O homem torna-se cada vez mais pobre como homem; ele tem necessidade crescente de dinheiro para poder apossar-se do ser hostil. O poder de seu dinheiro diminui na razão direta do aumento do volume da produção, e sua necessidade cresce com o poder crescente do dinheiro". Ou seja, quanto mais dinheiro se tem, mais se quer comprar, consumir, gastar, permanecer em um “status”.
Marx  também criticava o sistema capitalista , a pensar que as relações pessoais acabam condicionadas a valores e mercadorias, pois até a força de trabalho é considerada um produto. Para ele, “a principal consequência desse processo é que o trabalhador não se reconhece no produto que fez e, assim, perde a sua identidade enquanto sujeito”.
Capaz de ameaçar o trabalho e a consciência humana desde seus primórdios, a alienação afeta principalmente o homem do mundo moderno, em que as relações sociais se tornam cada vez mais determinadas por seu aspecto mercantil ou econômico-financeiro. Alienação é um processo pelo qual uma pessoa vive para o outro e para a realidade do outro. Perde-se a consciência de si mesmo e da sua realidade e vive-se em função do outro e de outra realidade.
No poema Eu Etiqueta de Carlos Drummond de Andrade, reflete justamente esse processo de alienação da sociedade consumista, sobrepõem principalmente a questões de identidade onde o indivíduo além de descartar os produtos com facilidade, encontra através dessa prática consumista a necessidade de aparência, um mundo de ilusão valendo “ ter para ser” demonstrando que para ser alguém e manter um status perante a sociedade precisa aparecer de alguma forma .
 O filosofo Jean Baudrillard considera que a lógica do consumo baseia-se exatamente na impossibilidade que todos consumam, ou seja, o consumo funciona como uma forma de afirmar as diferenças entre os indivíduos. Segundo ele, “o prazer de mudar de vestuário, de objetos, de carro, vem sancionar psicologicamente constrangimentos de diferenciação social e de prestigio”.
 O consumo alienado é movido pelo desejo do indivíduo sentir-se uma “exceção em meio à multidão. Esse não é só um problema da consciência e vontade individual ,é também fruto dos valores dominantes na sociedade visto que, essa prática alienada do consumo leva a sociedade deterioração dos hábitos e dos valores, pois as pessoas se   valorizam e formulam critérios sobre o outro por questões materiais


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Religião segundo Durkheim

Um dos homens mais respeitados e conhecidos nas ciências humanas é Emile Durkheim, antropólogo, ele apresenta seu posicionamento sobre religião, origem e diversidade em sua obra “As formas elementares da vida religiosa”. No livro ele descreve a religião como sendo “um sistema unificado de crenças e práticas relativas a coisa sagrada, isto é, a coisas colocadas à parte e proibidas – crenças e práticas que unem numa comunidade moral única todos os que as adotam”. Ele acreditava que nas religiões mais simples se encontravam presentes elementos comum a todas as outras.
Adotando como elementos imutáveis da religião a cerimonia, o ritual e a fé. “Todas as religiões são comparadas e entre elas tem elementos em comum. Faz-se necessário retroceder as formas primitivas para entender que todas as religiões são igualmente religiões desde as mais primitivas até as mais atuais. Todas nasceram de uma necessidade humana e são expressões evidentes dos desejos e anseios do homem em busca pelo Transcendente.”
Durkheim afirma que a religião é necessária para o ser humano, sendo assim real, tendo como função explicar o sobrenatural, o que a ciência não possui explicação. Encaixando as necessidades humanas em categorias, acredita que todas essas tiveram origem na religião primitiva. Nesta obra ele busca agrupar elementos que sempre estiveram presentes na religião para provar sua necessidade.

Ao final, Durkheim consegue, ao apresentar sua teoria, acha um ponto que liga todas as religiões, mostrando que mesmo divergindo em opiniões e ideais, todas partiram do mesmo ponto e possuem a mesma finalidade. Todas trazem no seu ceio a busca para alimentar as esperanças da vida humana.  

Religião no âmbito antropológico

   Estudar antropologia é procurar entender a humanidade como um todo. Esse estudo pode ser feito, dentre vários outros aspectos, de forma social, cultural e até mesmo filosófica, onde busca entender de uma forma racional a forma de agir e de pensar do ser humano. 
  Dessa forma a religião se relaciona com a antropologia, se encaixando nos três aspectos sitados anteriormente, pois a religião é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. A pluralidade de religiões permite e ajuda a antropologia a adentrar um pouco mais na mente humana, através das características, muitas ímpares, outras em comum, possibilitando aos estudos a percepção das culturas, da forma de agir, dos grupos, sociedades formadas, hierarquias,  venerações, filosofia de vida, crença e muitos outros aspectos até mesmo além do que se espera. 
  Toda essa gama de informações pode pode ser observada pelos diversos âmbitos antropológicos, como a etnografia, que  busca entender as diferenças entre culturas humanas, etnologia, que estuda características de povos e raças, lingüística, que estuda as formas de comunicação e expressão do pensamento entre distintos grupos humanos, antropologia social, que estuda instituições, processos e estruturas sociais. 
   Portanto, apesar de religião e antropologia não tratarem exatamente da mesma coisa, elas podem ajudar uma a outra pelo fato de buscarem lhe dar com o ser humano em sua essência.

A violência nas cidades ligadas ao futebol vem se tornado cada vez mais frequentes nas nossas vidas, dados alarmantes relatam q o brasil é o pais que tem mais mortes em confronto no futebol. A escritora Elaine Patricia Cruz Da Agência Brasil relatou no seu blogue que:                        
"Nos últimos dez anos, 42 torcedores morreram em conflitos dentro, no entorno ou nos acessos aos estádios de futebol. Os dados foram contabilizados e estudados pelo sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universo, Maurício Murad, baseado em dados fornecidos por jornais, revistas e rádios das principais cidades do país entre os anos de 1999 e 2008. As informações foram mais tarde checadas nos Institutos Médico Legais (IMLs) e nas delegacias de polícia das cidades onde as mortes ocorreram".
São dados que realmente preocupa a sociedade como um todo, pois o futebol é um esporte, e como todo esporte tem como finalidade, educar, além de ser um esporte coletivo com vem a função de juntar, fazer com o que o cidadão aprenda a trabalhar em grupo . Entretanto a paixão doentia criada por determinados indivíduos por um determinado clube, vem transformando o futebol em uma guerra literalmente, se afastando-o totalmente do significado de esporte,que visa a união coletiva. Temos em nossa cidade (salvador), um exemplo claro de segregação causa pelo futebol, onde a cidade esta dividida por duas torcidas organizadas fanáticas de Bahia e de vitoria, que estão dispostas a matar ou a morre para defenderem as cores do seu time.

Esporte como fonte de segregação nas cidades

O esporte tem como finalidade o desenvolvimento integral do homem como ser autônomo, democrático e participativo, , além de caráter educativo.
O blogueiro Alberto Longuinho, classifica o esporte por meio de 5 princípios, sao eles:"inclusão de todos, construção coletiva, respeito à diversidade, educação integral e rumo a autonomia. Entretanto tais princípios não são levados em consideração na prática, ao tentar-mos aplica tais princípios no futebol, temos a certeza de que eles não são levados em consideração.
Trazendo o futebol como esporte principal a ser pesquisado, é nítido e perceptível que esse esporte se destoa totalmente de tais princípios, pois os indivíduos praticantes de tal esporte, tem na sua maioria um fanatismo exacerbado por um clube.
Por conta de tal fanatismo, a violência no futebol não é um fenômeno raro, pois exemplos de manifestações violentas por parte de fanáticos vem se tornando cada dia mais comuns em partidas de futebol.
Trazendo um pouco deste assunto para a nossa realidade na cidadedo do salvador, temos a divergência entre dos times, duas torcidas fanaticas e "malucas" pelos seus times de coração. A divergência na nossa cidade, parte de dois times, Bahia e vitoria, dois times, duas paixões.O fanatismo por tais clubes são tão a florados q chegam a ser muitas vezes equiparados a uma religião, perigosamente essa paixão ultrapassa as quatro linhas do gramado e vem a ser demostrada nas ruas.Com a tentativa de monstrar na rua a superioridade de um clube sobre o outro, vem as brigas, as discussões e infelizmente na maioria das vezes acabam em violência.

Dificuldades e Conquistas de Ser Diferente

O homossexualismo não é uma anomalia como alguns pensam e repassam por aí, muito menos algo novo, o homossexualismo é uma opção sexual e que está presente desde as sociedades antigas, porém atualmente está havendo mais espaço para aceitar a diversidade, ao que tende a ser fora de um padrão pré estabelecido, mas que não é o único aceitável, pois em pleno século atual é inamissibilidade pensar em apenas um conceito de certo, em apenas um modo de ver as coisas. O pluralismo faz parte da sociedade e está inserido no dia-a-dia de cada um, seja ele religioso, musical ou sexual.
Abordaremos neste texto as dificuldades e principais desafios encontrados pelos homossexuais principalmente nas grandes cidades onde o mercado de trabalho é cada vez mais concorrido e as pessoas querem passar uma por cima das outras para conseguirem o que almejam.

A Homofobia deve ser criminalizada e banida não só com leis rigorosas, mas como com a conscientização, pois ela é um retrocesso a evolução da humanidade, através dela há uma infração à um dos principais direitos garantidos pela Constituição, o da dignidade do ser humano. Por isso, vemos á algum tempo várias passeatas e protestos como a parada gay em várias cidades brasileiras, que apesar de estar sendo transformada em algo divertido não perde o seu caráter sócio informativo que é o de mostrar a todos que os homossexuais também são seres humanos e principalmente cidadãos com direitos e deveres e por isso devem ser respeitados e tratados como tais.

Em contrapartida com o paragrafo anterior podemos citar que algumas vitórias já foram conquistadas como a recém-união estável para casais do mesmo sexo e principalmente a possibilidade de seus parceiros terem os mesmos direitos que teriam se fossem heterossexuais. E com esta conquista assim como tantas outras podemos começar a pensar em realmente sermos tratados como um país de diversidades culturais, pois apesar delas existirem, ainda são desrespeitadas, manchando algo que poderia ser uma das maiores qualidades da sociedade.

Quero salientar também que com análises filosóficas e socioantropológicas, pude ressaltar ainda mais que há uma enorme pluralidade social, mas também uma enorme coerção, característica tão comentada e citada como um dos fatores sociais em Durkheim.