terça-feira, 19 de novembro de 2013

Diversidade Religiosa


   Segundo Nietzsche, a religião é uma expressão natural e intrínseca ao homem, reflexo do "poder de ser", que o habita e ultrapassa tudo quanto na sua existência, pelas práticas habituais, é posto em ação.
A religião, pura e genuína, não é mais do que "uma forma espontânea de gratidão" pela grandeza do que é ser homem, que ultrapassa em muito os estreitos limites a que cada homem em particular
vê reduzida a sua normal existência.
   Segundo Feuerbach, a religião pode tornar-se num campo de luz, uma aurora dos novos tempos e na forja do "homem novo". Por isso, estes dois pensadores defendem que, quando o homem pratica a religião convencido de que cumpre o dever de adoração a um ser soberano, totalmente distinto
e acima dele, para obter o favor da sua proteção, o fenômeno religioso pertence ao domínio da pura ilusão.
   Portanto, fica evidente a necessidade do ser humano de buscar acreditar em algo sobrenatural, para que possa entender e aceitar certos acontecimentos que fogem à compreensão e explicação lógica, dai a  religião surge como elemento mediador entre o homem e um ser divino.
   Devido a essa busca do ser humano, as religiões foram criadas e disseminadas pelo mundo e com a cidade de Salvador não foi diferente. Analisando de maneira tanto histórica quanto contemporânea nota-se uma cidade heterogênea, com  miscigenação de crenças, raças e culturas, o que possibilita como consequência a propagação de diversas religiões, que hoje em dia são mais aceitas devido ao Estado, que é laico, e a evolução da sociedade, que mesmo com preconceitos e estereótipos se tornou muito mais liberal e aberta, procurando aceitar e até mesmo compreender a pluralidade religiosa, diferente de tempos passados.

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