Na filosofia
a crença religiosa é um tema sempre presente e de grande relevância para
fundamentar os pensamentos. Encontramos durante a história dessa ciência muitos
posicionamentos divergentes em relação ao conceito de Deus. Com São Tomás de
Aquino temos a imagem de Deus como um Ser Absoluto, que só pode ser
compreendido pelo ser humano através de analogias, dividindo o ser em ato e potência.
Real nas criaturas, mas não em Deus, pois este é a unidade. Admitindo Deus como
um ser perfeito e ilimitado, apresenta cinco vias que conduzem a Deus um
emaranhado de negações e analogias.
Na primeira
via relata-se o movimento, colocando o Ser Absoluto como primeiro motor, que
tudo move, mas não é movido (conforme Aristóteles), na segunda via supõe uma “causa
primeira eficiência”. A terceira via consiste na crença de que se não houver um
ser não contingente (contingente como o que não possui sua própria razão de
ser), sendo Deus um ser necessário. Na quarta o filosofo utiliza o grau de
perfeição encontrado no mundo dos fatos, onde Deus é o grau máximo. E por fim,
apresenta a afirmação de que “coisas sem conhecimento não têm capacidade de
querer um fim”, necessitando de um ordenador exterior, Deus.
Porém, nem
todos os filósofos possuem esse pensamento, comprovando assim uma diversidade
sobre o tema. Alguns mesmo acreditando em Deus, mas não o nomeiam como tal, ou
prova sua existência de modo diferente. Outros negam sua necessidade e existência
até colocando, em algumas teorias, o homem como origem.

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