terça-feira, 19 de novembro de 2013

Diversidade Religiosa na Filosofia


Na filosofia a crença religiosa é um tema sempre presente e de grande relevância para fundamentar os pensamentos. Encontramos durante a história dessa ciência muitos posicionamentos divergentes em relação ao conceito de Deus. Com São Tomás de Aquino temos a imagem de Deus como um Ser Absoluto, que só pode ser compreendido pelo ser humano através de analogias, dividindo o ser em ato e potência. Real nas criaturas, mas não em Deus, pois este é a unidade. Admitindo Deus como um ser perfeito e ilimitado, apresenta cinco vias que conduzem a Deus um emaranhado de negações e analogias.
Na primeira via relata-se o movimento, colocando o Ser Absoluto como primeiro motor, que tudo move, mas não é movido (conforme Aristóteles), na segunda via supõe uma “causa primeira eficiência”. A terceira via consiste na crença de que se não houver um ser não contingente (contingente como o que não possui sua própria razão de ser), sendo Deus um ser necessário. Na quarta o filosofo utiliza o grau de perfeição encontrado no mundo dos fatos, onde Deus é o grau máximo. E por fim, apresenta a afirmação de que “coisas sem conhecimento não têm capacidade de querer um fim”, necessitando de um ordenador exterior, Deus.
Porém, nem todos os filósofos possuem esse pensamento, comprovando assim uma diversidade sobre o tema. Alguns mesmo acreditando em Deus, mas não o nomeiam como tal, ou prova sua existência de modo diferente. Outros negam sua necessidade e existência até colocando, em algumas teorias, o homem como origem. 

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