Diante das conquistas e espaço alcançado na sociedade pelos homossexuais cada vez mais é discutido sobre a forma em que os mesmos são vistos e tratados pela maioria. Pode-se destacar a homofobia, que é a opressão baseada na orientação e/ou identidade sexual do indivíduo, podendo ser observado ainda discriminação, violência e preconceito gerados por tal aversão. No Brasil a orientação sexual ainda é um tabu, o que acaba tornando mais difícil retratar essa população, que na maioria das vezes "esconde-se" por medo dos padrões impostos onde os dogmas religiosos, costumes, maneira de agir ainda falam mais alto muitas vezes.
A sociedade de normas heterossexuais tendem a marginalizar e discriminar os indivíduos que fogem da moral pré-estabelecida. As regras morais, de acordo com Durkheim, definem o padrão de comportamento do indivíduo, não possuem força de lei, nada obriga a segui-las, todavia acabam sendo adotadas devido a um costume, a um padrão cultural, a uma questão religiosa ou de princípios (costume e maneira de agir).
Essas regras derivam-se do fato social, isto é, exercem influência sobre o indivíduo, são impostas no modo de comportamento, padrão social, político, moral, ético etc. O fato social usa de ferramentas, que são as regras morais e as jurídicas, para se fazer impor através da força de coerção.
Pode-se associar a esse tema ainda, à anomia (Durkheim emprega este termo para mostrar que algo na sociedade não funciona de forma harmônica) em que o indivíduo, ao se mostrar diferente do que a sociedade indica como certo e ideal através das suas regras morais, sai do estado de "normalidade" e passa a um estágio de anomia, causando caos à sociedade em que vive.

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